Montante já superou total de 2024

Apreensões de maconha sobem 40% em Minas Gerais, diz PRF
As apreensões de maconha nas rodovias federais de Minas Gerais registraram um aumento significativo de 40% em 2025, totalizando 32 toneladas apreendidas entre janeiro e novembro, em comparação com 23,1 toneladas em todo o ano anterior, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O expressivo crescimento nas apreensões está relacionado tanto à intensificação das ações das forças de segurança quanto à extensa malha rodoviária mineira, a maior do país, que coloca o estado em posição estratégica nas rotas do tráfico.
* O volume atual de apreensões já representa o terceiro maior registro dos últimos oito anos, ficando atrás apenas de 2021 (41,5 toneladas) e 2020 (39,9 toneladas).
* Variações mais potentes da droga também apresentaram aumento significativo nas apreensões:
– Skunk: saltou de 39 kg em 2024 para 558 kg em 2025
– Haxixe: aumentou de 81 kg para 166 kg, atingindo o maior volume desde 2016
O inspetor Aristides Júnior, chefe da comunicação social da PRF, destaca que o baixo preço da maconha no mercado ilegal contribui para o transporte em grandes quantidades. “Geralmente, fazem grandes carregamentos, o que não acontece, por exemplo, com a cocaína ou com outras drogas sintéticas, que são mais caras. Com a maconha, ele (traficante) pode se arriscar e mandar um carregamento com 10, 15 toneladas num caminhão”, explica.
O policial ressalta que os grandes carregamentos de maconha são mais visíveis nas rodovias por necessitarem de caminhões ou carretas para o transporte. Em contrapartida, drogas mais caras utilizam métodos mais sofisticados de ocultação. “Quanto maior o valor da droga, mais difícil é fazer a localização. Eles usam carros locados e criam compartimentos secretos dentro desses veículos. São esconderijos muito mais elaborados”, detalha o inspetor.
Sobre as variedades mais concentradas, como haxixe e skunk, consideradas “maconhas turbinadas”, o porta-voz da PRF explica que o aumento nas apreensões está relacionado à maior popularização dessas substâncias. “Essas drogas vão ficando mais conhecidas no mercado. E a demanda aumenta de acordo com a procura. As drogas ficam mais conhecidas, começam a circular mais e, por consequência, a tendência é que as apreensões aumentem também”, conclui.