O policial penal Rodrigo Caldas, de 45 anos, foi indiciado pelo assassinato de sua namorada Priscila Azevedo Mundim, de 46 anos, ocorrido em 16 de agosto no bairro Padre Eustáquio, em Belo Horizonte. O acusado, que está preso, responderá por feminicídio praticado sob o âmbito da violência doméstica, podendo ser condenado a até 40 anos de prisão.
Segundo a delegada Iara França, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rodrigo Caldas apresentava um histórico de comportamento possessivo e opressor, confirmado por relatos de ex-companheiras.
“Nós temos ele como um perfil clássico de feminicida. Ele é um cara que nos relacionamentos anteriores já exercia um controle total. Ele é descrito por todos esses ex-relacionamentos como uma pessoa que sufocava as mulheres, que não as deixava viver”, afirmou a delegada.
* Na noite anterior ao crime, Priscila e Rodrigo estiveram na casa da irmã dela, Fabíola Mundim, onde a vítima confidenciou: “Eu não tô aguentando. Ele tá me sufocando, ele tá muito possessivo”
* O crime foi descoberto após Rodrigo Caldas ligar para seu tio confessando o assassinato e ameaçando tirar a própria vida
* Ao chegarem ao apartamento, os policiais precisaram arrombar a porta e encontraram o autor armado com uma faca e a vítima caída no chão
* O laudo apontou que Priscila foi morta por asfixia mecânica por constrição e traumatismo craniano contuso, indicando que foi enforcada e teve sua cabeça golpeada simultaneamente
A investigação revelou que o relacionamento durou apenas cinco meses e o crime teria sido motivado pela não aceitação do término por parte de Rodrigo Caldas. A delegada França destacou que a vítima foi severamente agredida antes de ser morta, apresentando múltiplas lesões pelo corpo, incluindo marcas nas mãos que indicavam tentativa de defesa.
“Ele mesmo disse que só soltou o corpo dela quando ela desfalecer, mas sabemos, na verdade, que ele também a agrediu severamente”, relatou a delegada.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que Rodrigo Caldas estava afastado da corporação por motivos psiquiátricos desde 2024, embora fontes da polícia penal e familiares da vítima relatem versões contraditórias sobre sua situação profissional.