Secretário da Receita alerta para uso de fintechs em operações ilegais e cobra regulamentação

Secretário da Receita alerta para uso de fintechs em operações ilegais e cobra regulamentação

Secretário da Receita Federal Robinson Barreirinhas alerta sobre uso de fintechs em operações ilegais e cobra maior regulamentação do setor

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, fez um alerta sobre o uso de fintechs em operações criminosas durante coletiva de imprensa sobre a Operação Carbono Oculto. A operação, deflagrada nesta quinta-feira, visa combater esquemas de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

Segundo Barreirinhas, as organizações criminosas têm utilizado fintechs e fundos de investimento para movimentar dinheiro ilícito, principalmente proveniente da importação e comércio irregular de combustíveis, cigarros e jogos ilegais. “E todos nós sabemos também que no cerne de todas as operações aparecem as fintechs”, afirmou o secretário.

O secretário destacou que as fintechs são fundamentais para a inclusão financeira da população, mas alertou sobre seu uso indevido. “Nós temos que voltar a discutir essa regulamentação para que haja transparência em relação às fintechs”, ressaltou Barreirinhas.

A operação também revelou conexões com as fake news sobre a taxação do Pix, divulgadas no início do ano após uma instrução normativa sobre monitoramento de operações. “As operações de hoje mostram quem ganhou com essas mentiras, com essas fake news: o crime organizado. Mostram que, independentemente das intenções, as pessoas que espalharam aquelas fake news, aquelas mentiras, no início do ano, ajudaram o crime organizado”, explicou.

Barreirinhas mencionou que existe um “limbo regulatório” em relação às fintechs, lembrando que a Receita tentou estabelecer obrigações de transparência similares às dos bancos através de uma instrução normativa em setembro, que acabou sendo revogada após forte resistência.

Durante a coletiva, realizada na sede do Ministério Público do Estado de São Paulo, não foram revelados os nomes dos postos de combustíveis envolvidos no esquema. O Ministério Público informou que as fraudes ocorrem de forma pulverizada em diversos estabelecimentos, com ou sem bandeira, e que nenhum posto foi fechado durante a operação.

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