A Rússia e a China realizaram um exercício naval conjunto no Mar do Japão, focado na simulação de caça a submarinos. A operação acontece dias após o ex-presidente americano Donald Trump mencionar o deslocamento de submarinos nucleares, elevando as tensões diplomáticas na região.
O treinamento, que faz parte de uma manobra naval anual iniciada no domingo (3), demonstrou mais uma vez a força da aliança militar entre Moscou e Pequim. De acordo com comunicado da Frota do Pacífico da Rússia, a operação foi concluída com êxito na eliminação do “alvo hostil” durante a simulação.
* A manobra contou com a participação de aeronaves Il-38 da Rússia e aviões Y-8 antissubmarino da China
* O navio chinês Xihu, especializado em resgate submarino, integrou a operação junto com outros navios de guerra e embarcações de apoio
* As forças realizaram exercícios coordenados em condições meteorológicas favoráveis, com mar calmo e céu limpo
O exercício surge como uma aparente resposta à declaração de Trump, que na sexta-feira (1º) mencionou o deslocamento de “dois submarinos nucleares” para uma região não especificada. A fala do ex-presidente americano ocorreu após um desentendimento com Dmitri Medvedev, ex-presidente russo e atual conselheiro do governo Putin.
A cooperação militar entre Rússia e China tem se intensificado desde 2022, quando os presidentes Putin e Xi Jinping firmaram acordo estratégico dias antes da invasão da Ucrânia. Desde então, os países têm realizado frequentes operações conjuntas navais e aéreas, incluindo exercícios com bombardeiros nucleares.
A Frota do Pacífico da Rússia informou que, após o exercício, uma força conjunta de navios russos e chineses continuará em patrulha pelo Oceano Pacífico. Embora os governos afirmem que as manobras são defensivas e rotineiras, analistas interpretam a operação como um alerta estratégico ao Ocidente, especialmente considerando sua proximidade com a fala de Trump e o prazo final de uma suposta trégua na Guerra da Ucrânia.