O enviado americano Steve Witkoff chegou a Moscou nesta quarta-feira (6) para negociações cruciais com autoridades russas, em um momento de crescente tensão entre as duas potências. A visita ocorre dias antes do prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump para que a Rússia interrompa suas operações militares na Ucrânia.
Segundo a agência Tass, Witkoff “foi recebido pelo representante especial do presidente (Vladimir Putin), Kirill Dmitriev”. O encontro acontece em um contexto de relações diplomáticas extremamente delicadas entre Washington e Moscou.
* Trump enviou dois submarinos nucleares na semana anterior, em resposta a declarações do ex-presidente russo Dmitri Medvedev
* O presidente americano estabeleceu um ultimato de 10 dias à Rússia, com prazo até sexta-feira (8), para cessar a ofensiva na Ucrânia
* Washington ameaça impor novas sanções não especificadas e tarifas adicionais a países que mantêm relações comerciais com a Rússia, como China e Índia
O presidente ucraniano Volodimir Zelensky aproveitou a presença de Witkoff em Moscou para solicitar que Washington aumente a pressão sobre a Rússia. Quando questionado por jornalistas sobre a mensagem a ser transmitida a Moscou, Witkoff foi direto: “Sim, alcançar um acordo para que as pessoas parem de morrer”.
* Autoridades ucranianas reportaram duas mortes e 10 feridos após bombardeios em Zaporizhzhia
* O Ministério da Defesa russo informou a interceptação de 51 drones ucranianos
* Em julho, a Rússia lançou 6.297 drones contra a Ucrânia, número recorde desde o início da invasão em 2022
Para fortalecer as defesas ucranianas, Suécia, Dinamarca e Noruega anunciaram um pacote de ajuda militar de 500 milhões de dólares, incluindo sistemas de defesa aérea e armamentos diversos. “A Ucrânia não luta apenas por sua própria segurança, mas também pela nossa”, afirmou o ministro da Defesa sueco, Pal Jonson.
Putin mantém suas exigências para um acordo de paz: a cessão de quatro regiões parcialmente ocupadas (Donetsk, Lugansk, Zaporizhzhia e Kherson), além da Crimeia, anexada em 2014, e que a Ucrânia renuncie ao fornecimento de armas ocidentais e ao projeto de adesão à Otan. Kiev considera estas condições inaceitáveis.