Criticados por Zema, países do BRICS são responsáveis por 42% das exportações de Minas

Criticados por Zema, países do BRICS são responsáveis por 42% das exportações de Minas

Dados do MDIC revelam que países do BRICS foram responsáveis por 42% das exportações mineiras, contrariando críticas do governador Romeu Zema ao bloco

Os países do BRICS demonstraram sua significativa importância para a economia de Minas Gerais em 2024, sendo responsáveis por 42% das exportações do estado. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o volume de negócios com o bloco atingiu US$ 17,6 bilhões do total de US$ 42 bilhões exportados pelo estado.

A China destaca-se como principal parceiro comercial, tendo investido US$ 15,4 bilhões em produtos mineiros no último ano, representando 36,6% do total das exportações do estado. O minério de ferro lidera a pauta de exportações para o mercado chinês, com aproximadamente US$ 10 bilhões em negócios, seguido por produtos como soja e carne bovina.

Principais Parceiros Comerciais

* A China mantém-se como maior compradora, com investimentos três vezes superiores aos Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial, que importou US$ 4,64 bilhões em 2024
* Outros membros do BRICS também apresentam números expressivos: Indonésia (US$ 476 milhões), Emirados Árabes (US$ 381 milhões) e Arábia Saudita (US$ 369 milhões)

Posicionamento Controverso

* O governador Romeu Zema (Novo) manifestou-se publicamente contra a permanência do Brasil no BRICS
* Em artigo publicado na “Folha de S.Paulo”, Zema argumentou: “Boa parte da culpa pelo tarifaço que enfrentamos hoje tem origem justamente nesse alinhamento errático”
* O governador defendeu a saída do BRICS e o ingresso na OCDE: “Em 2022, o Brasil recebeu o aval da OCDE para iniciar o processo e se tornar membro, uma grande conquista da gestão passada. Mas o PT, de volta ao governo, imediatamente enterrou essa possibilidade”

Os números apresentados pelo MDIC evidenciam a relevância do BRICS para a economia mineira, especialmente após a expansão do bloco em 2023, que passou a incluir novos membros como Egito, Emirados Árabes, Irã, Etiópia, Arábia Saudita e Indonésia. A expressiva participação destes países no comércio exterior de Minas Gerais contrasta com as críticas recentes do governador ao bloco econômico.

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