Renê Júnior, assassino confesso do gari Laudemir de Souza Fernandes, 44 anos, definiu seu novo advogado após determinação judicial. A decisão ocorreu no Presídio de Caeté, onde ele está detido, e foi necessária devido às constantes mudanças na sua defesa nas últimas semanas.
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte, determinou que a escolha do advogado fosse feita presencialmente para evitar mais “tumulto processual”. Em decisão final, Renê Júnior escolheu Bruno Silva Rodrigues, advogado do Rio de Janeiro, como seu representante legal.
O caso passou por três mudanças de advogados em menos de 20 dias após o crime. Inicialmente, Dracon Cavalcante havia assumido a defesa após a saída dos primeiros advogados. Em seguida, houve uma tentativa de estabelecer uma defesa conjunta entre Cavalcante e Rodrigues.
Em carta escrita de próprio punho, Renê Júnior havia manifestado: “Eu, Renê da Silva Nogueira Júnior, tinha dado autorização para o Dr. Dracon via procuração para me defender no meu nome. Gostaria de reforçar que acredito no trabalho do mesmo e reforço a necessidade que meus advogados trabalhem em parceria”.
Dracon Cavalcante, ao ser informado de sua desconstituição, chegou a visitar Renê no presídio. Em entrevista, o advogado relatou: “Eu fui surpreendido hoje, na hora que eu abri os processos, às 9h da manhã, no escritório, e vi que eu tinha sido tirado, desconstituído, do processo do Renê”.