Governo de Minas anuncia revogação do aumento do ICMS sobre importados

Governo de Minas anuncia revogação do aumento do ICMS sobre importados

Governador de Minas Gerais recua da decisão de aumentar alíquota de 17% para 20% sobre produtos importados após outros estados não aderirem à medida

O governador Romeu Zema (Novo) anunciou a revogação do aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre compras internacionais em Minas Gerais. A medida, que havia entrado em vigor elevando a alíquota de produtos importados de 17% para 20%, será cancelada até quarta-feira (2 de abril).

A decisão de aumentar a carga tributária havia sido tomada em dezembro de 2024, após um acordo entre todos os estados no âmbito do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz). O objetivo era promover uma competição mais equilibrada entre a indústria e o varejo brasileiro com produtos importados.

* O acordo inicial previa a adesão de todos os estados brasileiros, mas apenas nove estados além de Minas Gerais aprovaram o aumento: Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Roraima e Acre.

* A Secretaria de Estado de Fazenda explicou em nota: “A decisão da alteração de carga tributária havia sido tomada entre todos os Estados seguindo o entendimento de promover uma competição justa da indústria e do varejo brasileiro com produtos importados, que, muitas vezes, contam com subsídios e ausências de regras trabalhistas”.

* Zema utilizou suas redes sociais para responder às críticas, afirmando: “A medida é um combinado de todos os Estados para proteger a indústria nacional. Porém, como nem todos concluíram o ajuste, Minas optou por não aumentar”.

A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) manifestou compreensão pela decisão de Zema, embora tenha reforçado a necessidade do aumento na alíquota de importação. A entidade destacou que sem uma adoção coordenada por todas as unidades da federação, a medida poderia gerar novas distorções no território nacional.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como Amazon e Shein, avaliou positivamente a revogação. A entidade argumentou que o aumento da alíquota poderia elevar a carga tributária total para até 104%, considerando a taxação federal prevista pelo Programa Remessa Conforme.

A Fecomércio-MG havia defendido anteriormente a medida, argumentando que a falta de taxação adequada dos produtos importados pode resultar em concorrência desleal e fechamento de empresas em diversos setores produtivos, especialmente na indústria.

A revogação do aumento do ICMS em Minas Gerais demonstra a complexidade da harmonização tributária entre os estados brasileiros e os desafios na busca por um equilíbrio entre proteção da indústria nacional e manutenção da competitividade no mercado.

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