O mercado financeiro global reagiu fortemente ao anúncio das novas tarifas de importação impostas por Trump. O dólar apresentou variação negativa em relação ao real, refletindo a desvalorização da moeda norte-americana frente a outras divisas globais.
Por volta das 13h05 (horário de Brasília), a moeda comercial registrava queda de 1,67%, sendo negociada a R$ 5,603 para compra e R$ 5,605 para venda. Esta oscilação é uma resposta direta ao “tarifaço” anunciado, que aumentou preocupações sobre possível alta da inflação e risco de recessão nos Estados Unidos.
* A China será um dos países mais afetados, com produtos sujeitos a taxação de 34%
* Europa enfrentará tarifas de 20% sobre suas exportações
* Países asiáticos como Vietnã e Taiwan serão ainda mais impactados, com taxas de 46% e 32%, respectivamente
* Mercados asiáticos e europeus registraram quedas significativas, com a Bolsa da Suécia (OMXS30) recuando mais de 3,4%
* Índices da Alemanha, França e Áustria apresentaram quedas superiores a 2%
* Euro Stoxx 50 operava com queda de 2,8%, evidenciando a cautela dos investidores
No mercado brasileiro, o Ibovespa apresentou volatilidade significativa. Após abrir em queda, o principal índice da bolsa de valores oscilou ao longo do dia, registrando alta de 0,63% por volta das 11h40, alcançando mais de 132 pontos. No entanto, às 12h11, apresentava queda de 0,04%, com o índice em 131.138,14 pontos e volume de R$ 9,34 bilhões.
Na véspera, o dólar havia registrado variação positiva de 0,27%, influenciado pelas expectativas geradas pelo anúncio do “tarifaço”, que coincidiu com o fechamento do mercado brasileiro.