Na véspera do anúncio de novas tarifas globais, o governo Trump divulgou um relatório detalhado criticando práticas comerciais de diversos países, incluindo o Brasil. O documento, publicado pelo Departamento de Comércio dos EUA (USTR), aponta “falta de previsibilidade” nas relações comerciais brasileiras.
O relatório anual “Estimativa Nacional de Comércio” detalha as barreiras comerciais enfrentadas pelos exportadores americanos e serve como base para determinar a política comercial dos EUA com outros países.
* O diretor do USTR, Jamieson Greer, destacou que “Nenhum presidente americano na história moderna reconheceu as barreiras comerciais externas abrangentes e prejudiciais que os exportadores americanos enfrentam mais do que o presidente Trump”.
* O documento critica as altas tarifas brasileiras em diversos setores, incluindo automóveis, tecnologia, eletrônicos e produtos químicos.
* Especificamente sobre o etanol, o relatório menciona que o Brasil impõe tarifa de 18% sobre o produto americano desde 2024.
* O governo americano aponta problemas com regras de licenciamento de importação, especialmente para bebidas e produtos farmacêuticos.
* Há reclamações sobre atrasos na emissão de licenças de importação para o setor automotivo.
* A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) é criticada por restringir transferências internacionais de dados.
* O programa RenovaBio é questionado por impedir a participação de empresas americanas no mercado de créditos de carbono.
Em resposta, o Senado brasileiro analisa a Lei da Reciprocidade, que permitiria ao Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex) implementar medidas de retaliação a “ataques à soberania do Brasil”.