Donald Trump provocou uma forte agitação nos mercados globais ao anunciar o “tarifaço do Dia da Libertação”, estabelecendo taxas que variam de 10% a 50% sobre importações, afetando tanto aliados quanto rivais dos Estados Unidos.
A China foi um dos países mais impactados, recebendo uma taxa adicional de 34% que, somada à tarifa anterior de 20%, eleva a taxação total para 54%. O país asiático já sinalizou possíveis retaliações em resposta à medida.
* Aliados tradicionais dos EUA foram significativamente afetados: Japão (24%), Israel (17%) e Coreia do Sul (25%)
* O Vietnã receberá uma das maiores tarifas, chegando a 46%
* A União Europeia enfrentará uma taxa de 20%
* O Brasil foi menos prejudicado, recebendo a taxa mínima de 10%
* As novas tarifas gerais para produtos brasileiros entram em vigor no sábado (5)
* A taxa de 25% sobre carros já está em vigor
* Autopeças serão taxadas a partir de 3 de maio
* Aço e alumínio já enfrentam taxa de 25% desde março
* Bens de Capital: Empresas como Tupy, Iochpe Maxion e Randon podem ser afetadas
* Commodities: Produtoras de etanol como Raízen, Jalles Machado e São Martinho podem sofrer impacto
* Proteína Animal: Minerva pode sentir maior impacto no curto prazo, com 15% de suas vendas vindas dos EUA
* Siderurgia e Mineração: Empresas como Vale, CSN e Usiminas podem encontrar oportunidades com aumento da demanda chinesa
A Anfavea confirmou que a taxa de 25% sobre carros não afeta diretamente os fabricantes brasileiros, já que o país não exporta veículos regularmente para os EUA. Quanto às autopeças, o impacto é considerado leve, representando 17,5% das exportações do setor em 2024.