Sargento da PM é julgado por homicídio em Contagem

Sargento da PM é julgado por homicídio em Contagem

Acusado de matar Marcos Vinicius enfrenta júri popular. Testemunhas apresentam versões contraditórias sobre o caso ocorrido em 2022

Um sargento da Polícia Militar está sendo julgado pelo Tribunal do Júri pelo assassinato de Marcos Vinicius Vieira Couto, de 29 anos, ocorrido durante uma abordagem policial na Vila Barraginha, em Contagem, em julho de 2022. O caso, que foi filmado por populares, está dividido entre a acusação, que busca provar o crime de homicídio, e a defesa, que alega legítima defesa.

O julgamento iniciou às 9h com o sorteio de sete jurados, com previsão de ouvir nove testemunhas arroladas pela defesa e acusação, sob liderança do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

* Uma prima de Marcos Vinicius, testemunha ocular do incidente, relatou que o sargento chegou ao local “com muita raiva, acelerando a viatura, descendo já armado”. Segundo ela, a vítima cooperou inicialmente, mostrando que não estava armado.

* O militar teria tentado levar Marcos Vinicius para um beco, sendo impedido por populares. A testemunha descreveu que após isso, o sargento conduziu a vítima para trás de um caminhão, onde ocorreram os disparos.

* Um soldado da PM presente na ocorrência apresentou versão diferente, afirmando que a vítima resistiu à prisão e tentou tomar a arma do militar. Mencionou também que haviam sido informados que Marcos Vinicius seria “patrão do tráfico” no aglomerado.

Daniele Aparecida, irmã de Marcos Vinicius, expressou sua dor durante o julgamento: “É dolorido, toda hora passando as imagens e revendo tudo. É como se tivesse acontecendo hoje”.

A defesa do sargento, representada pelo advogado Berlinque Cantelmo, sustenta que o réu agiu em legítima defesa, baseando-se em treinamentos recebidos na academia militar. Destaca ainda que o militar foi inocentado em processo administrativo pela própria PM.

Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu por volta das 23h do dia 16 de julho de 2022, quando o militar efetuou três disparos contra a vítima. A perícia, que analisou as imagens do incidente, não identificou nas gravações tentativa da vítima de tomar a arma do policial, embora parte da ação tenha ocorrido fora do campo de visão das câmeras.

O julgamento segue sem previsão de término, aguardando o depoimento do réu e a votação dos jurados para a sentença final.

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