Professoras da UFMG criam baralho inclusivo para crianças com paralisia cerebral

Professoras da UFMG criam baralho inclusivo para crianças com paralisia cerebral

Em parceria com a UFC, professoras desenvolvem jogo de cartas para estimular movimento e interação de crianças com paralisia cerebral através da dança

Duas professoras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma da Universidade Federal do Ceará (UFC)  uniram forças para criar um baralho inclusivo revolucionário destinado a crianças com paralisia cerebral. O projeto, que será distribuído gratuitamente em escolas municipais de educação básica, visa estimular movimentos corporais e promover momentos de conexão entre crianças e seus familiares através da dança.

O material, traduzido para a língua de sinais brasileira, foi desenvolvido pelas professoras-artistas Graziela Andrade e Anamaria Viana, da UFMG, e Rosa Primo, da UFC, com colaboração de Yuji Oka, fundador do Spiral Praxis. O lançamento está programado para este sábado (5), na Funarte, em Belo Horizonte.

Estrutura e funcionamento do baralho

O jogo é dividido em quatro categorias de cartas, cada uma com um propósito específico:

* Cartas Azuis (“Preparar”): Focadas na organização do espaço e atenção aos corpos envolvidos

* Cartas Amarelas (“Aprontar”): Direcionadas ao autocuidado, com exercícios de respiração, toque e presença

* Cartas Verdes (“Dançar”): Apresentam atividades desenvolvidas com as crianças durante o projeto, baseadas nas potencialidades individuais

* Cartas Vermelhas (“Aplaudir”): Mostram a equipe do projeto e incluem entrevistas com famílias participantes

O projeto foi enriquecido com ilustrações de Helô Barbi, que transformou cada criança participante em um personagem literário. As cartas incluem elementos como ritmo, improviso, consciência corporal e alongamento, além de versos e rimas que estimulam a interação.

“O objetivo principal foi criar uma relação de prazer com o movimento, descobrindo com as crianças possibilidades de brincar e, com isso, se relacionar com o espaço, com o outro e consigo mesmas”, explicou Graziela, que além de professora é mãe de uma das crianças participantes.

Cada carta possui um QR code que dá acesso a vídeos demonstrativos com trechos das danças e sugestões para toda a família. O material foi publicado pela Editora Acolá, que já planeja um segundo volume voltado para crianças do espectro autista.

O projeto representa um importante avanço na educação inclusiva, oferecendo uma ferramenta lúdica e eficaz para educadores e familiares trabalharem com crianças com paralisia cerebral, promovendo desenvolvimento e integração através da arte e do movimento.

Mais notícias no N3 News

Participe do nosso canal no Whatsapp

Imagem N3 News
N3 News
O N3 News oferece notícias recentes e relevantes, mantendo os leitores atualizados em um mundo que está sempre em constante mudança. Mais do que um portal de notícias, temos como meta ser um parceiro confiável na busca pela informação precisa e imparcial.

RELACIONADAS