A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi presa e afastada da Câmara Municipal de Teresina por determinação da Justiça Eleitoral do Piauí. A prisão preventiva ocorreu na manhã desta quinta-feira (3), durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral da Polícia Federal.
De acordo com o procurador-geral da Câmara, Pedro Rycardo Couto, a vereadora não foi cassada e mantém seu mandato, situação que só mudará após uma eventual condenação transitada em julgado. Durante o afastamento, a Câmara de Teresina funcionará com 28 vereadores, um a menos que sua composição total.
* Segundo o regimento interno, caso o afastamento ultrapasse 60 dias, o primeiro suplente do PSB, Leondidas Júnior, que obteve 2.262 votos nas eleições de 2024, assumirá a vaga
* A Câmara ainda não se pronunciou sobre o pagamento de salário durante o afastamento e a situação dos funcionários do gabinete
* A Polícia Federal identificou indícios de que a campanha de Tatiana Medeiros foi financiada com recursos ilícitos provenientes de facção criminosa e desvios de uma organização não governamental
* Durante a operação, além da vereadora, seu companheiro Alandilson Cardoso, que já estava preso desde novembro de 2024 por suspeita de tráfico de drogas, também recebeu ordem de prisão preventiva
* O advogado da vereadora, Édson Araújo, classificou a decisão como “completamente arbitrária” e argumentou que sua cliente não preenche os requisitos para prisão preventiva
Tatiana Medeiros, natural de Teresina, foi eleita em outubro de 2024 com 2.925 votos para seu primeiro mandato como vereadora. Formada em direito, ela atua como advogada e filantropa na ONG Vamos Juntos. Em março de 2025, foi afastada da função de secretária-geral do PSB pelo presidente municipal do partido, Washington Bonfim.
A audiência de custódia está marcada para a manhã de sexta-feira (4) na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), em Teresina. O PSB, em nota, informou que aguarda acesso à investigação para “estabelecer os devidos processos legais”.