Os principais estádios de Minas Gerais, incluindo o Mineirão, Arena MRV e Independência, precisarão realizar adaptações em seus sistemas de câmeras para implementar o reconhecimento facial de torcedores. A informação foi divulgada pelo vice-governador do Estado, Mateus Simões, após reunião com clubes, órgãos públicos e entidades do futebol.
A necessidade de adequação surge em resposta à Lei Geral do Esporte (nº 14.597/2023), que estabelece novas diretrizes para a segurança em estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas. A implementação deve ocorrer até junho de 2025, afetando 15 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro.
* O Mineirão, assim como os demais estádios de Belo Horizonte, já possui sistema de câmeras instalado, porém a tecnologia atual não atende aos requisitos necessários para o reconhecimento facial efetivo
* As autoridades distribuíram um gabarito técnico detalhando as especificações que os novos equipamentos devem seguir
* Segundo Mateus Simões: “Câmera muito alta, com baixa resolução e pouca variação de ângulo não serve. As câmeras atuais são projetadas para monitorar manutenção da ordem. Estamos começando a pensar em reconhecimento facial”
* A lei determina o cadastro biométrico obrigatório para torcedores maiores de 16 anos como condição de entrada nos estádios
* Os clubes deverão implementar sistemas de cadastramento biométrico em suas plataformas de venda de ingressos
* O acesso aos estádios será condicionado à verificação de identidade nas catracas
* Os dados cadastrais serão compartilhados com os estádios para validação durante as partidas
A Polícia Civil de Minas Gerais, presente na reunião, destacou que existem desafios técnicos específicos para a implementação efetiva do sistema de reconhecimento facial, que precisarão ser superados durante o processo de adequação dos estádios.