O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Brasil tomará medidas defensivas em resposta às novas tarifas de 10% impostas pelo presidente americano Donald Trump sobre produtos brasileiros. A decisão dos Estados Unidos representa a maior ofensiva protecionista do país desde a década de 1930.
Durante evento em Brasília, Lula declarou: “Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma sobretaxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender nossas empresas e nossos trabalhadores”. O presidente brasileiro reforçou ainda: “Defendemos o multilateralismo e o livre comércio e responderemos a qualquer tentativa de impor um protecionismo que não cabe mais hoje no mundo”.
* O Congresso brasileiro aprovou por unanimidade uma “Lei da Reciprocidade Econômica”, fornecendo ao governo instrumentos para combater barreiras comerciais
* A nova legislação permite implementar contramedidas, incluindo suspensão de concessões comerciais, investimentos e obrigações relacionadas a direitos de propriedade intelectual
* O Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento manifestaram seu descontentamento com a decisão americana através de comunicado oficial
* O ministro Mauro Vieira realizou contato telefônico com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, para discutir a situação
O governo brasileiro está considerando todas as possíveis ações para defender os interesses nacionais, incluindo um possível recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC). As autoridades brasileiras mantêm os canais de diálogo abertos com Washington para tentar reverter as medidas anunciadas.
Vale ressaltar que o Brasil é um dos países menos afetados pelas tarifas de Trump, em comparação com a União Europeia (20%) e China (34%). Segundo dados do Itamaraty, os Estados Unidos mantêm um superávit comercial significativo com o Brasil, que alcançou 28,6 bilhões de dólares em 2024, acumulando 410 bilhões de dólares nos últimos 15 anos.