Fiemg avalia que Brasil pode se beneficiar de tarifas de Trump

Fiemg avalia que Brasil pode se beneficiar de tarifas de Trump

Entidade considera o fato de que outros países enfrentarão alíquotas maiores

Donald Trump anuncia novas tarifas para produtos importados nos Estados Unidos, com o Brasil sendo taxado em 10%. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) analisa que o país pode se beneficiar da situação, considerando que outros países receberão alíquotas mais elevadas.

Durante a sexta edição do Imersão Indústria, no BH Shopping, o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, apresentou uma visão otimista sobre o cenário:

* O percentual de 10% anunciado por Trump para produtos brasileiros já era esperado pela entidade, que ainda estuda os impactos totais da medida.

* A Fiemg considera que o Brasil pode ganhar vantagem competitiva em alguns mercados, mesmo com a taxa de 10%, pois outros países enfrentarão tarifas de até 25%.

* A federação recomenda negociações bilaterais em vez de retaliações, argumentando que o Brasil ainda mantém uma posição vantajosa no mercado americano.

Setor Siderúrgico

O setor siderúrgico brasileiro enfrenta um cenário particular, com tarifa atual de 25% para importação de aço nos EUA. A Fiemg acredita na possibilidade de redução dessa alíquota para 10%, alinhando-se com outros produtos através de negociações.

Anteriormente, as exportações de aço brasileiro para os Estados Unidos eram reguladas por um sistema de cotas, permitindo até 3 milhões de placas e 680 mil toneladas de outros produtos.

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei (PL 2088/2023) que autoriza retaliações comerciais contra países que imponham barreiras aos produtos brasileiros, aguardando sanção do presidente Lula. No entanto, a Fiemg mantém sua posição contra retaliações, defendendo que isso poderia prejudicar as vantagens atuais do Brasil.

“Na nossa opinião, nesse momento, já que ficamos com as menores tarifas, em alguns mercados mesmo pagando, a gente vai ficar em melhor condição que nossos concorrentes. Porque se nós temos 10% de imposto e um concorrente nosso no mercado americano ficou com 25%, ele ficou em situação desvantajosa. Então, não necessariamente será negativo”, afirmou Roscoe.

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