O Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou através de laudo pericial a compatibilidade do DNA do mastologista Danilo Costa com material colhido de uma das vítimas de estupro em Itabira, Minas Gerais. O médico é acusado de crimes contra a dignidade sexual cometidos ao longo de 12 anos em um hospital público da cidade.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o documento já foi anexado ao processo criminal, fortalecendo as acusações contra o médico, que se tornou réu em fevereiro deste ano.
* As investigações revelaram que Danilo Costa, de 46 anos, aproveitava-se da vulnerabilidade das vítimas em diferentes situações, principalmente:
* Pacientes oncológicas em estado de saúde fragilizado
* Mulheres dependentes do tratamento médico, sendo ele o único mastologista do hospital
* Funcionárias sob seu poder hierárquico
* Vítimas intimidadas pelo prestígio do médico na região
* Os crimes ocorreram principalmente no Hospital Nossa Senhora das Dores e no consultório particular do médico na Clínica Medcenter, afetando mulheres de Itabira, São Gonçalo do Rio Abaixo e Barão de Cocais.
A promotora Marianna Michieletto da Silva, responsável pelo caso, declarou: “A Justiça recebeu a denúncia, tornou o investigado réu e manteve a prisão, atendendo a pedido do Ministério Público. A expectativa é que ele seja submetido a julgamento em breve, principalmente para que as vítimas tenham justiça logo”.
O MPMG ouviu pelo menos 15 mulheres durante as investigações, embora existam indícios de outras vítimas cujos casos prescreveram. Paralelamente, está sendo investigada a possível conivência do Hospital Nossa Senhora das Dores com os crimes, após relatos de que uma funcionária pediu demissão após sofrer abusos.
A Polícia Civil instaurou um novo inquérito em 22 de fevereiro para investigar denúncias adicionais contra o médico. Danilo Costa permanece preso por determinação da juíza Dayane Rey da Silva, da 1ª Vara Criminal de Itabira, que negou pedido de liberdade.
O caso continua em andamento na justiça, com a expectativa de julgamento em breve. A nova equipe de defesa do réu ainda não se manifestou sobre as acusações e o resultado do exame de DNA.