O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) iniciou uma mobilização contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A manifestação ocorre após a Corte solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre eventual pedido de prisão do ex-presidente.
Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (2/4), o parlamentar mineiro expressou forte crítica ao ministro Alexandre de Moraes e ao STF, convocando seus apoiadores para demonstrarem indignação com a situação. “Isso aqui é urgente. Eu peço para você que apoie o ex-presidente Bolsonaro, que compartilhe esse vídeo para todo o Brasil para mostrar a sua indignação. Olha isso aqui, Moraes manda a PGR se manifestar sobre a prisão de Bolsonaro, querem prender o Bolsonaro”, declarou Cleitinho.
O senador estabeleceu um paralelo entre a situação de Bolsonaro e o atual julgamento no STF referente à possível anulação dos processos da Operação Lava Jato contra o ex-ministro Antonio Palocci. “O Palocci é um réu confesso, um dos maiores delatores dos escândalos de corrupção do mensalão e do petrolão. Agora querem anular toda a condenação dele”, criticou. O placar atual do julgamento está 2×1 favorável a Palocci pela anulação das provas e processos.
“Vocês vão pedir a manifestação do povo brasileiro por essa esculhambação que estão fazendo?”, questionou Cleitinho, que finalizou com um novo chamado à mobilização: “Vamos combater essa injustiça que querem fazer com o presidente Bolsonaro. Vamos para cima, estamos juntos.”
O movimento ganhou apoio de outros parlamentares, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que também se manifestou nas redes sociais: “Querem prender alguém por convocar manifestação é piada. Dia 06 na Paulista cada dia mais forte”.
A mobilização acontece em um momento de intensificação da pressão sobre Bolsonaro, que se tornou réu por tentativa de golpe de Estado. O ministro Alexandre de Moraes solicitou que a PGR avalie a necessidade de prisão preventiva do ex-presidente, considerando a possibilidade de garantir a ordem pública e a regular condução das investigações. Além disso, a PGR deverá se manifestar sobre as convocações feitas por Bolsonaro para os atos de anistia, incluindo a manifestação programada para 6 de abril na Avenida Paulista, em São Paulo.