O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, manifestou-se sobre a possibilidade de realizar clássicos entre Cruzeiro e Atlético com torcida dividida igualmente, após reunião com órgãos públicos, entidades gestoras do futebol e clubes de Belo Horizonte. A discussão surge após manifestações favoráveis tanto do CEO do Atlético, Rubens Menin, quanto do proprietário da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço.
Mateus Simões destacou que o governo estadual não possui autoridade para vetar a realização do clássico com torcida meio a meio no Mineirão, podendo apenas fazer recomendações. No entanto, ele enfatizou que essa configuração apresenta riscos significativos para a segurança.
“A gente teve um Atlético e Flamengo (na final da Copa do Brasil de 2024) complicado porque o momento estava ruim. A gente estava com incidentes em vários lugares do Brasil. Essas coisas são também fruto de momento”, explicou o vice-governador, ressaltando a importância do contexto temporal na avaliação dos riscos.
De acordo com Simões, um jogo com torcida dividida invariavelmente será classificado como de alto risco ou risco crítico, dentro da nova classificação que o governo pretende adotar. “Se ele for crítico, a nossa condição de garantir segurança cai drasticamente, porque a insanidade tomou conta das pessoas. Então eu coloco 200 policiais a mais dentro do estádio”, alertou.